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Article · Revista Trivento

Correct Patient Identification: An Analysis of Adherence to Safety Practices in a Hospital in the Municipality of Altamira

Author:LUCAS NERES SANTOS, MARIA NILZA MACIEL DOS SANTOS, MARLISON RIBEIRO VIEIRA, JAINE AGUIAR EMERCIANO, SARA LUZIA DUARTE DE SOUZA, ANNA LINDSAY BRITO DE SOUSA Reviewer:Morgana Myriam da Silva
Published on02/06/2026 Keywords:Safety. Identification. Patient. Quality.
Correct patient identification is one of the main international patient safety goals and is essential to prevent healthcare errors and ensure the quality of care provided. This improvement plan was developed based on the identification of failures in the patient identification process in a hospital setting, observed during academic practical activities. The objective is to strengthen safety practices through the standardization of patient identification processes and the implementation of strategies aimed at reducing incidents related to inappropriate care. Proposed actions include the implementation of standardized wristbands containing mandatory identifiers, continuous training of healthcare teams, systematic verification of patient identification before procedures, periodic audits, and the development of educational materials for healthcare professionals, patients, and caregivers. In addition, the plan includes the adoption of specific protocols for special situations, ensuring safe patient identification in different clinical contexts. The effectiveness of the proposed actions will be monitored through performance indicators related to adherence to safe identification practices and participation in training activities. It is expected that the implementation of these measures will contribute to strengthening the patient safety culture and promoting continuous improvement in healthcare quality.
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Introdução/Contexto

Á identificação correta do paciente é um pilar fundamental da segurança assistencial garantindo que o paciente receba os cuidados e tratamentos adequados. A má identificação submete o paciente a erros, como administração de medicamentos, procedimentos cirúrgicos, exames, transfusão e outros.
As resoluções e portarias estabelecem protocolos e procedimentos para que a identificação seja feita de forma precisa e segura a resolutas RDC no 36/2013 da Anvisa estabelece ações para a segurança do paciente em serviço de saúde, incluindo a criação do NSP, a notificação desses eventos adversos e a elaboração de planos de segurança.
A portaria de no 529/2013, por sua vez, institui o PNSP, promovendo e apoiando a implementação de iniciativas de segurança, como higiene das mãos, cirurgia segura e segurança na administração de medicamentos, tendo como objetivo instituir ações para as promoções da segurança do paciente e a melhoria da qualidade dos serviços de saúde, nos seus critérios e diretrizes, assegura a identificação correta da meta um internacional.
É importante que a equipe multiprofissional possa oferecer uma assistência de qualidade, garantindo a segurança do paciente em um ambiente hospitalar cada vez mais complexo.
A identificação correta do paciente é o processo pelo qual a segurança que ele é destinado pelo tipo de procedimento ou tratamento, prevenindo a ocorrência de erros e enganos que possam lesar o paciente erros de identificação do paciente podem ocorrer, desde a admissão até a alta do serviço, em todas as fases do diagnóstico e do tratamento. Alguns fatores podem potencializar os riscos da identificação do paciente como: estado de consciência do paciente, mudanças de leito, setor ou profissional dentro da instituição e outras circunstâncias no ambiente.
Muitas instituições fazem uso da pulseira para identificar seus pacientes. Em pesquisa relacionada a aceitabilidade dos pacientes com relação a esta prática, foi demonstrado que a maior parte dos pacientes era favorável e que considerava importante a necessidade de utilização de algum método de identificação pelos hospitais, principalmente após explicação sobre as consequências de uma identificação incorreta.
A pulseira é um método seguro de identificação do paciente, pois permite que todos os profissionais de saúde tenham os dados do paciente, e que esses dados estejam disponíveis no sistema do hospital, e essa etapa de identificação deve ser realizada em qualquer âmbito hospitalar, visando reduzir quaisquer danos temporários, permanentes, e até mesmo as consequências fatais.

Objetivos

A finalidade deste plano de melhoria é garantir a correta identificação do paciente a fim de reduzir a ocorrência de incidentes. Tendo como objetivo de identificar as falhas relacionadas a identificação correta do paciente como a pessoa para qual se destina o serviço ou tratamento, e assegurar o devido serviço assistencial ou tratamento para o paciente certo.

Procedimentos/Implementação

O presente projeto foi desenvolvido por acadêmicos do curso de Enfermagem da Faculdade Serra Dourada, campus Altamira (PA), e executado no dia 5 de abril de
2025, no Hospital no município de Altamira, estado do Pará. Inicialmente, foram realizadas reuniões entre os integrantes do grupo com o objetivo de planejar e estruturar as etapas da pesquisa. A partir dessas discussões, foi elaborado um questionário norteado pelos princípios e diretrizes de segurança do paciente estabelecidos pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A pesquisa caracteriza-se como de natureza qualitativa, com abordagem descritiva e exploratória, visando identificar possíveis fragilidades nos processos
institucionais que comprometam a segurança do paciente. A coleta de dados foi realizada por meio de uma visita, durante a qual o questionário foi aplicado com base na observação direta das rotinas assistenciais, complementada, quando necessário, por entrevistas com
profissionais da equipe de saúde e por meio do contato direto com pacientes. A investigação abrangeu diferentes setores da unidade hospitalar, incluindo o puerpério, a clínica médica, a urgência e emergência, bem como a clínica cirúrgica.
Os dados obtidos foram organizados e analisados de forma temática, possibilitando a identificação de pontos críticos e não conformidades em relação às práticas seguras no ambiente hospitalar. A análise permitiu evidenciar a ausência de medidas eficazes de segurança do paciente em diversos setores da instituição. Os resultados obtidos têm como finalidade subsidiar ações de intervenção e promover reflexões que contribuam para o aprimoramento da qualidade da assistência e a construção de uma cultura institucional de segurança no cuidado ao paciente.

Resultados/Indicadores

Temos o resultado do checklist aplicado nos setores da clínica médica, puerpério, clínica cirúrgica e urgência/emergência, totalizando o atendimento de vinte e
três pacientes. Com base nesses dados, foi possível constatar que a identificação por pulseira é extremamente insuficiente. Apenas o setor do puerpério apresentou uso parcial da pulseira de identificação: de nove entrevistados, apenas cinco faziam uso da pulseira. Nenhum paciente dos setores de clínica médica, urgência/emergência e clínica cirúrgica utilizava a pulseira.
Nos poucos casos em que a pulseira estava presente, ela continha corretamente os dois identificadores exigidos pelo Ministério da Saúde nome completo e data de nascimento , com as informações legíveis, no formato adequado e em bom estado de conservação. O checklist foi fundamental para identificar falhas importantes, como a
ausência de um protocolo para substituição de pulseiras, a inexistência de pulseiras reservas e a falta de canetas adequadas para preenchimento das informações.
Na instituição, grande parte da identificação dos pacientes é feita por meio de etiquetas coladas à beira do leito. No setor da clínica cirúrgica, essas etiquetas são
completas, contendo nome completo, nome da mãe, data de nascimento, número do leito, altura e peso. Um relato relevante de um acompanhante reforça a preocupação com a identificação: ele afirmou ter solicitado o uso da pulseira, mas não foi atendido. Isso evidencia que alguns usuários do sistema já têm consciência da importância da
identificação correta, porém o serviço ainda apresenta falhas em atender essa demanda.
Outro resultado obtido foi a elaboração de um plano de melhorias, apresentado ao gestor da unidade hospitalar, utilizando. Plano esse que propõe ações práticas e
direcionadas para corrigir as deficiências identificadas no processo de identificação dos pacientes.

Lições Aprendidas

A identificação correta do paciente é uma das práticas mais relevantes na promoção da segurança no ambiente hospitalar, sendo parte integrante das metas internacionais para a segurança do paciente estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa prática visa garantir que cada intervenção seja medicamentosa,
diagnóstica ou cirúrgica.
seja direcionada à pessoa certa, no momento certo e da forma correta, minimizando riscos e prevenindo eventos adversos evitáveis. Apesar da ampla disseminação dos protocolos de segurança, na prática observa-se que a adesão a essas orientações nem sempre é uniforme em todos os setores das instituições de saúde.
Entre os principais obstáculos estão a sobrecarga de trabalho das equipas, a falta de padronização nos processos assistenciais, e a ausência de uma cultura organizacional voltada de forma efetiva para a segurança do paciente. Muitas vezes, a identificação é vista como um procedimento burocrático, e não como uma etapa crítica da assistência. Outro ponto a considerar é que a eficácia da identificação correta depende também da integração e do comprometimento de todos os níveis da equipe multiprofissional. Médicos, enfermeiros, técnicos, administrativos e gestores devem estar alinhados na valorização e execução dessa prática. A simples conferência verbal do nome completo e da data de nascimento, aliada ao uso adequado da pulseira de identificação e à consulta de registros eletrónicos ou físicos, são medidas simples, mas que exigem atenção e consistência.
Ademais, é fundamental que as instituições invistam em formação contínua, sensibilizando os profissionais sobre os riscos associados à falha na identificação e reforçando a importância do cumprimento rigoroso dos protocolos estabelecidos. A criação de espaços para diálogo sobre erros e quase-erros, com foco na melhoria e não na punição, pode ser uma estratégia eficaz para fortalecer a cultura de segurança. Por fim, a avaliação constante dos processos e o uso de indicadores de desempenho relacionados à identificação de pacientes permitem um diagnóstico mais claro da realidade institucional e contribuem para a definição de estratégias de melhoria. Dessa forma, promover a identificação correta do paciente não é apenas uma ação técnica, mas um compromisso institucional com a qualidade e a humanização do cuidado.

Conclusões/Recomendações

Portanto, é fundamental que em todas as unidade de saúde, principalmente de média e alta complexidade devem apresentar essa pulseira de identificação para que não haja erros durante a manipulação de algum procedimento realizado no paciente, tendo em vista que somente a identificação feita beira leito, como foi vistos na visita em que realizamos, esse método de identificação tende a ser frágil, pois em caso de mudança de leito, pode acontecer de esquecerem a identificação e isto pode tem um grande impacto na recuperação daquele usuário, já a identificação realizada com a pulseira, para onde o paciente for encaminhado, ele vai está identificado de forma correta.
Sendo assim, a realização do checklist teve a relevância para identificarmos o problema e logo elaborar uma solução para que esteja sendo feito a identificação do usuário de forma correta.

Referências

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